Belíssima estreia literária de Carlos Alves, é uma literatura, não propriamente militante mas contra a corrente da literatura portuguesa recente, reveladora dos males do mundo e denunciatória das injustiças e desigualdades sociais. Trata-se de um caleidoscópio da vida social normal, sempre desajustada, sempre batalhadora mas insuficiente, sempre desejosa mas frustrada, revelando o trabalho precário dos jovens, a vida gorada dos idosos, os sonhos abortados do cidadão.
Miguel Real
- Cover
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- Sumário
- Duas linhas à guisa de prefácio
- Um caleidoscópio social
- Riscos de voltar ao sítio onde se foi feliz
- Parte I: Vidas caseiras
- Génio adormecido
- Antes de tempo
- As varandas de Havana
- Reflexo
- Se me disseres, eu não conto!
- Entrevista
- Viver como quem morre
- Os craques não jogam à baliza
- As grandes bandas não tocam encores
- Amor à primeira estação
- Um deus grande para coisas pequenas
- Os campeões do senhor Samir
- A idade é para os mais novos
- O amor fica no ouvido
- Vozes de burro
- O corpo para o manifesto
- Um Santo António não vale meio São Pedro
- Quebrar em caso de emergência
- Ver mais forte
- Não morro nem que me mates
- A mulher que ensinou o gato a ladrar
- Impossíveis sintomáticos da meteorologia
- Anáforas de mulher a dias
- Parte II: Correspondência perdida
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