Todos somos adultos e todos somos crianças. Temos um lado responsável que sabe o que quer, que concretiza e que se protege do que lhe faz mal. Porém, temos outro lado que quer os outros à sua imagem e semelhança, é intolerante com as diferenças, entra em frustração quando não atinge os seus objetivos e deposita nos outros a responsabilidade do seu bem-estar e a culpa do seu mal-estar. A distinção entre o Self Adulto e o Self Infantil manifesta-se em contextos diferentes dependendo de cada um de nós. A viagem que fazemos ao longo deste livro vai no sentido de reconhecermos a diferença entre um e outro de forma a clarificarmos o rumo do nosso crescimento. O que é que nos leva a despertar para a nossa realidade interior, libertar-nos do que já não nos serve e crescer no sentido de encontrarmos a melhor versão de nós próprios? Para isso há que olhar para a nossa criança interior: resgatar a alegria, a espontaneidade e a leveza, mas também cuidar das feridas e dos traumas, ou seja, da parte emocional que nos faz entrar em fúria ou numa espiral de ansiedade desgastante.