Trinta Anos de Camões Trinta Anos de Camões

Trinta Anos de Camões

Ensaios e Intervenções 1991-2021

  • Autor: Alves, Hélio
  • Editor: Editora Caleidoscópio
  • eISBN Epub: 9789895990023
  • Lugar de publicación:  Lisboa , Portugal
  • Año de publicación: 2025
  • Páginas: 366
Este livro consiste numa recolha de reflexões realizadas entre dois regressos do autor a Portugal, o primeiro antes de iniciar a carreira universitária, o último logo depois de mudanças determinantes nela. A migração é o entre-lugar certo para entender Luís de Camões e os seus intérpretes mais voluntariosos e influentes (Manuel de Faria e Sousa, António José Saraiva e Jorge de Sena foram, como ele, emigrantes). A vida noutras paisagens e culturas permite adquirir o distanciamento necessário para, sem deixar de ver a árvore, vislumbrar a floresta. Camões como autor não é o que tem parecido ser. Não é tão independente, ousado ou desinteressado como se tem dito, nem é o cantor do povo que direita e esquerda nele quiseram ver. Queixa-se insistentemente de que a poesia, a cultura e as artes são desdenhadas em Portugal, mas aquilo que incomoda Camões pessoalmente é a falta do «favor com que mais se acende o engenho», isto é, a falta de subvenção mecenática – e não, como erradamente se tem visto, a «apagada e vil tristeza» da pátria. Queixa-se, como é fama, de ser vítima de infortúnios e miséria; foi, porém, tratado pela Coroa de modo invulgarmente favorável. Grande poeta épico e lírico, capaz duma fluência e energia inigualáveis, Camões levanta, ao mesmo tempo, problemas terríveis. Trinta Anos de Camões é uma colectânea de crítica literária, filológica e histórico-cultural que pretende contribuir para uma compreensão mais genuína da sua poesia, ao arrepio das interpretações excepcionalistas e exclusivistas predominantes desde há séculos.
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  • Sumário
  • Prefácio
  • ¶01 A Orient/Ação Humana em Os Lusíadas: alguns aspectos
  • ¶02 Camões e Tasso, ficções em diálogo
  • ¶03 A dinâmica do herói na viagem d’Os Lusíadas
  • ¶04 A casca de Tritão
  • ¶05 Em torno da recepção da poesia camoniana no século XVI
  • ¶06 Manuel de Faria e Sousa e Manuel Pires de Almeida
  • ¶07 Presença da Odisseia em Camões
  • ¶08 Narração retórica, narração poética e Os Lusíadas de Camões
  • ¶09 O som e a fúria d’Os Lusíadas
  • ¶10 Entrevista ao jornal I no 10 de Junho de 2009
  • ¶11 The Euhemerism of Lactantius in Camões’s Lusiads
  • ¶12 Camões e o lirismo confessional na epopeia quinhentista
  • ¶13 A propósito do soneto O dia em que eu nasci e do seu autor
  • ¶14 Ainda a propósito do soneto O dia em que eu nasci moura e pereça
  • ¶15 Waves, winds, words as micro-signifiers of the non-canonical: Diogo Bernardes
  • ¶16 O clássico pelo qual os outros clássicos se medem
  • ¶17 O problema da edição princeps e as edições do século XVI
  • ¶18 Entre 1801 e 1900: edições da epopeia na Biblioteca D. Manuel II
  • ¶19 As traduções espanholas de Os Lusíadas
  • ¶20 Apresentação da tradução de Os Lusíadas para espanhol por Aquilino Duque
  • ¶21 Sem exclusões: leituras de poetas portugueses no Siglo de Oro
  • ¶22 Post-lmperial Bacchus: the politics of literary criticism in Camões studies 1940-2001
  • ¶23 O camonismo: da sinagoga à cabala
  • ¶24 A fortuna crítica de Camões, em modo de post-scriptum
  • ¶25 Camões em Jorge de Sena onde está a diferença
  • ¶26 Os Lusiadas de Luís de Camões por caminhos nunca dantes tratados
  • ¶ Recensão de: Rita Marnoto (coord.), Comentário a Camões
  • ¶ Recensão de: John V. Fleming, Luís de Camões: The Poet as Scriptural Exegete
  • Proveniência dos capítulos
  • Índice Onomástico

Materias

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